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Braço direito de Daniel Vorcaro morre após tentativa de suicídio em presídio; banqueiro segue preso

Um dos principais investigados na Operação Compliance Zero, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, conhecido como “Sicário”, morreu após tentar tirar a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais.

Ele era apontado pelas investigações como braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso nesta quarta-feira (4) durante operação que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras.

Hospital confirmou morte encefálica

De acordo com informações do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, foi aberto protocolo de morte encefálica após o suspeito dar entrada na unidade.

Segundo a Polícia Federal, Mourão tentou suicídio dentro da Superintendência Regional da PF em Minas Gerais, onde estava detido.

Policiais que estavam no local prestaram os primeiros socorros até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizou procedimentos de reanimação antes de encaminhá-lo ao hospital.

Apesar das tentativas de salvar sua vida, o hospital confirmou a abertura do protocolo de morte encefálica.

Suspeito coordenava grupo de intimidação

De acordo com as investigações, Luiz Phillipi Mourão seria responsável por coordenar um “núcleo de intimidação”, supostamente utilizado para pressionar ou intimidar adversários e inimigos do banqueiro Daniel Vorcaro.

A Polícia Federal informou que um procedimento será aberto para apurar as circunstâncias da tentativa de suicídio ocorrida dentro das dependências da instituição.

O caso também foi comunicado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da investigação.

Banqueiro Daniel Vorcaro segue preso

Na mesma operação, o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel tiveram a prisão preventiva mantida pela Justiça Federal em São Paulo após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira.

Os dois foram presos pela Polícia Federal durante investigação que apura um esquema de fraudes financeiras bilionárias.

Com a decisão judicial, ambos foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Defesa nega acusações

A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que o empresário “sempre esteve à disposição das autoridades” e negou qualquer tentativa de obstrução da Justiça.

Em nota, a assessoria do banqueiro também declarou que ele jamais teve intenção de intimidar ou ameaçar jornalistas, afirmando que mensagens atribuídas a ele teriam sido tiradas de contexto.

Ainda segundo a defesa, Vorcaro confia que o esclarecimento dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta.

Fonte: TVN Piauí • Edição: Correio do Norte

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