Helena Cristina Lopes, estudante do curso de Direito da Universidade Estadual do Piauí desenvolve uma pesquisa sobre feminicídio na cidade de Parnaíba e aponta um crescimento de casos na região.
No levantamento foram analisados os casos de março de 2015 até dezembro de 2019, sendo registrados nove, entre tentativas e consumados. No entanto, um desses delitos corre em segredo de justiça e por esse motivo não pôde ser examinado no estudo.
O trabalho de tema “Nem uma a menos: uma análise dos casos de feminicídio na comarca de Parnaíba” conta com aspectos desde a denúncia até respectivas sentenças dos envolvidos. A pesquisa foi apresentada no I Congresso Nacional Violência e Controle Social nesta semana.
Dos oito casos analisados, metade se trata de casos consumados e metade referentes às tentativas, quanto ao uso do emprego dos objetos utilizados nos delitos foram constatados 62,5% o emprego de armas brancas, como facas e foices, 25% arma de fogo e 12,5% sendo o emprego de asfixia.
Em 2019, o primeiro caso registrado teve além do crime de homicídio qualificado, ocultação de cadáver. O segundo registro do ano, foi caracterizado pela morte da vítima por um tiro de espingarda enquanto dormia.

Segundo Helena Cristina, considerando o último caso, que corre em sigilo processual, pode-se dizer que no ano de 2019 os índices de casos aumentaram em Parnaíba. A aluna também aponta que em relação a filiação das vítimas com seus respectivos agressores, na totalidade dos casos era atuais ou ex conviventes.
Projeto
De acordo com o professor orientador, Itamar da Silva, a pesquisa foi elaborada com o intuito de promover um debate objetivo e ao mesmo tempo trazer um alerta contra uma conduta tão prejudicial para a vida social.
Em virtude da pandemia de Covid-19, neste momento, não será possível realizar uma ação de extensão presencial no campus Prof. Alexandre Alves de Oliveira. Porém, através de meios de comunicação e eventos online, os pesquisadores pretendem levar os dados da pesquisa e demais informações para população parnaibana e comunidade acadêmica para alertar e discutir o combate ao feminicídio na região.