No último dia 8, a Academia Parnaibana de Letras realizou uma roda de conversa sobre as edições do Almanaque da Parnaíba publicadas entre 1994 e 2024, com a participação dos escritores Israel Correia e Jailson Júnior, jovem advogado e estudioso do tema. Israel Correia é professor universitário, membro da APAL e ex-secretário-geral da instituição. Após longos meses de estudo, os dois apresentaram suas observações e conclusões sobre esse importante anuário de Parnaíba, que já celebrou 102 anos de criação. O diálogo foi mediado pelo escritor e acadêmico Claucio Ciarlini.

A Academia Parnaibana de Letras entende que, ao longo dos anos, e pelo fato de o Almanaque ter sido considerado a revista oficial da instituição, ele possa ter perdido algumas de suas características originais. Assim, esses dois profissionais foram designados para a realização desse estudo. Após um século, muita coisa mudou no mundo inteiro, e é natural que o Almanaque também tenha evoluído — sem perder, contudo, sua essência literária, cultural e educacional. A publicação segue sendo uma importante testemunha da história de Parnaíba e do Piauí.

Outro fator relevante a ser considerado é o trabalho do projeto Academia Viva, que, entre outros objetivos, busca aproximar as ações da Academia do público, levando atividades para as praças, com feiras; para as escolas, com ações educacionais e culturais; além de promover seminários, palestras, rodas de conversa, oficinas e apresentações artísticas. Um verdadeiro espaço de convivência com escritores, especialmente os mais jovens, muitos dos quais já tiveram a oportunidade de publicar seus textos no Almanaque da Parnaíba.

O trabalho de Israel e de Jailson também serviu como bússola e referência para as próximas edições do Almanaque, apontando caminhos para a preservação e a renovação dessa importante tradição.

Da redação do PCN

Foto: Claucio Ciarlini